Uma visão espiritual da Natureza pelo olhar do índio norte americano.

 

“Quando os primeiros europeus vieram para esse país, eles viram nosso povo 
nativo americano rezando para o Sol, Lua, Estrelas, Rios e Lagos; para as Árvores e Plantas, para o Vento, Relâmpago, e Trovão; e também para os Pássaros, Animais, Peixes, Cobras e Pedras. Eles nos chamaram de pagãos, ignorantes e selvagens. Por alguma razão estranha eles desenvolveram a idéia de que nós não acreditamos em Deus. Apesar de que em muitas diferentes línguas tribais existam referência para um Grande Espírito, ou o Grande Invisível, O Grande Criador, O Criador, O Grande Mistério. A verdade é que não apenas os índios americanos cultuaram Deus, como também respeitavam e se comunicavam com toda a sua criação.
Apesar das forças da aculturação os índios tradicionais nativo americanos e os homens/mulheres da medicina (xamãs) continuam compreendendo a sacralidade da natureza. Eles veem a força vivificante do Grande Espírito fluindo por todas as coisas do Universo. Por causa de crenças antigas, ensinamentos e práticas espirituais, eles sentem e mantém uma direta conexão com toda a Criação. De acordo com o sistema de crenças tradicionais nativo americanos, tudo é uma fonte de “poder” e como resultado disto, tudo deve ser reverenciado. Cada ser vivo possui um espírito próprio, que está conectado com uma parte do Grande Espírito. Este é o porque nós rezamos e agradecemos para o Sol, Lua, Estrelas, Chuvas, Vento, Águas, e todos aqueles que andam, rastejam, voam e nadam. Ambos visíveis e invisíveis. Nós acreditamos que não podemos sobreviver ou viver sem nossas “relações”. Nós também acreditamos que eles não podem viver sem nós; consequentemente existe uma relação recíproca. ““Spirits of the Earth” - Bobby Lake


Tradução: Caroline Little Morning Flower / Pequena Flor da Manhã



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